sábado, 5 de janeiro de 2013

Mini-seminário: Textos discutidos em aula.


Mini-seminário: Textos discutidos em aula.

Esta aula foi à contemplação de tudo que aprendemos sobre Abordagens Autobiográficas durante o decorrer deste semestre, nesta última aula do curso cada um dos seis grupos de nossa sala apresentou relatos sobre os textos que estavam responsáveis para todo o grupo, pudemos compartilhar informações e aprendizagens e perceber as diferentes maneiras que a nossa autoformação recebe influência e de onde ela vem.

 Tudo isto foi discutido no longo do curso, deu para saber a importância de se autoavaliar para poder obter uma autoformação eficaz, ficou claro também que a intervenção do outro neste processo de formação é fundamental, percebemos que apesar de sermos seres individuais, sujeitos únicos atuamos no coletivo e sofremos influência deles e do meio que habitamos, desta forma quando possuímos estas experiências de vida e sabemos usa-las a nosso favor estamos contribuindo com o nosso próprio desenvolvimento, auxilia nas nossas decisões e constroem nossas opiniões. Toda a nossa mente precisa ser esmiuçada, todas as atitudes, o nosso passado, para que possamos saber que direção seguir, que rumo tomar na hora de nos expor.

Realizar esta tarefa exige mais do que se pensa é preciso ter compromisso com o outro e consigo para poder analisar de verdade a real função de nós professores enquanto o outro e saber aceitar e assimilar quando o outro nos acrescenta, este poder balanceador, medidor, só se é encontrado com a constante prática desta auto avaliação, é preciso reaver para haver.

Texto de Mari Christine Josso


As narrações centradas sobre a formação durante a vida como desvelamento das formas e sentidos múltiplos de uma existencialidade singular-plural.

 

Marie Christine Josso

 

Este texto de Marie-Christine Josso nos permite fazer uma avaliação melhor sobre a importância da memória, das experiências, histórias de vida e todos os fatores que contribuem para a construção de uma identidade.

A autora avalia o ser como singular no seu sentido original enquanto humano por ser único e possuir características próprias, porém relata também que o ser mesmo sendo possuindo suas singularidades também é o coletivo, pois através dos outros também podemos construir nossa identidade, com as experiências de vida, relatos que tomamos como ensinamentos além de que o outro faz intervenções no nosso processo de formação somos professores e aprendizes de nossa própria história, autores e telespectadores de nossa própria formação conforme a própria autora afirma no texto: A existencialidade é, assim, abordada na sua textura completamente original – pois é singular – no seio de uma humanidade compartilhada. Por esse motivo, em nossas pesquisas com as narrativas de formação, usa-se, com frequência, a expressão de nossa existência singular e plural.

A autora também persiste na ideia de que tudo o que envolve o sujeito é responsável pela sua formação de identidade, como sua cultura crença, seus sentimentos, momentos de amar, de chorar, de rir entre outros... Acredita que quando temos nossos momentos estamos nos construindo, quando estamos presentes no meio também assim nos construímos e ,principalmente, nos construímos realizando uma busca sobre nós e sobre nossas experiências avaliando tudo e podendo saber e relatar quem somos, o que faz parte da gente. Neste trecho do texto ela aborda isto com clareza: Trabalhar as questões identitárias, expressões de nossa existencialidade, através da análise e da interpretação de narrativas de vidas escritas, permite-nos evidenciar a pluralidade, a fragilidade e a mudança de nossas identidades ao longo da vida.

Relação Filme e Texto


Relação filme e texto

 

Relação do filme: Colha de retalhos com o texto: O eu, o outro e as diferenças individuais e culturais Identidade e diferença no cotidiano escolar: práticas de formação e de fabricação de identidades docentes.

 

(Elizeu Clementino de Souza)

 

O texto de Elizeu Clementino de Souza nos afirma sobre a atuação do outro perante nossa formação, sobre o olhar que devemos ter com relação às experiências vividas, nosso passado, ele influência nas nossas atitudes, pois falar de formação é falar da nossa própria identidade e falar de autoavaliação é falar sobre esta constante construção de nossa identidade, tudo isto está ligado e não pode ser separado assim como a influência dos outros e do meio com relação a esta construção de identidade, assim como uma colcha de retalho tudo está ligado e costurado como diz Elizeu: “É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o meio em que vivemos”.

  Colcha de retalhos é um filme que relata a história de mulheres que relatam suas experiências amorosas enquanto fazem uma colcha de reatalhos, nele também se encontra uma jovem que esta com duvida com relação ao seu casamento e consegue ter auxilio na sua decisão através destas diferentes mulheres e suas diferentes histórias de vida. O texto se relaciona com o filme, pois aborda justamente a ação dos outros com relação ao sujeito e que fica claro a importância desta intervenção para nós educadores e da nossa intervenção tampem na vida de nossos alunos.

Elizeu trás também a família como interventora fundamental no processo de educação do aluno, ela pode ser uma intervenção positiva ou negativa, assim como tudo o que estamos abordando nesta matéria, isto também tem ligação. A colcha de retalho é uma referência bastante pertinente para tudo o que estamos aprendendo, pois é com relação a essa costura de tudo que vivemos das experiências que temos da intervenção dos outros e do meio é que se da nossa formação, tudo isto “costurado” forma a colcha de retalhos da nossa vida. 

Memórias de infância



Nesta aula fizemos desenhos que relatassem nossa infância, foi super divertido. Aqui está o meu desenho>
 

Representei várias

Representei várias coisas que lembrassem minha infância, o carro do meu pai, meus bichinhos de estimação, minhas brincadeiras, o livro que me marcou, a árvore representando todas as que eu subi, pulei, fiz balanço, casinha de árvore...
O objetivo era construir uma colcha de retalhos com todos os desenhos da turma, olha como ficou linda a colcha>.


Aula sobre o texto de Inês Bragança

 

PESQUISA-FORMAÇÃO, ABORDAGEM (AUTO) BIOGRÁFICA E ACOMPANHAMENTO: (RE) CONSTRUINDO PONTES ENTRE A UNIVERSIDADE E A ESCOLA

(Inês Bragança)

Este texto foi proposto pelo professor Mácio e nos fez refletir sobre nossas experiências, não só como fatos de vida que ficam na memória, mas ele nos convida a “destroçar” para entender o porquê disto, qual o sentido que esta experiência nos trouxe, pois para que ela possa ter valor é preciso que se tire proveito desta e não somente seja armazenada na nossa mente, nós como profissionais responsáveis pela educação e formação de pessoas devemos estar constantemente fazendo esta autoavaliação para que possamos exercer nossa autoformação.
A autoformação está então diretamente ligada as histórias de vida, um sujeito para se tornar evoluído precisa se auto desenvolver através de sua vivência e da reflexão sobre elas, desta forma ele consegue evoluir suas atitudes, seus pensamentos, conhecimento e consequentemente todo o seu ser, aprende com seus prórprios erros e com o meio em que vive somente deste jeito se é possível ter o acréscimo necessário para estar apto a desenvolver suas atividades com consciência de estar fazendo o melhor perante aquilo que se foi colocado. O professor deve estar sempre em constante processo de autoavaliação para poder também exercer suas atividades com a certeza de estar fazendo o melhor para seus alunos e auxiliando na formação de cada um deles.

 

A Autoformação no decurso da vida

 (Gaston Pineau)


 

Em primeiro lugar Pineau nos trás uma afirmação que todo ser humano na sua autoformação em decorrer da vida é colocado diante de três forças de formação: A ação dos outros (heteroformação), a do meio ambiente (ecoformação) e uma terceira que é a autoformação. Este processo de autoformação é de fundamental importância na vida de qualquer ser humano, em decorrer destas três forças podemos produzir uma formação baseada na nossa vivência e construir memórias de vivência que servem como referência para refletirmos sobre quem somos e poder balancear sobre o que ainda queremos construir e o que já não nos acrescenta mais, desta forma vemos no decorrer das aulas do professor Mácio a importância de poder se autoavaliar e perceber nós como sujeitos formadores, também, de nós mesmos, poder aprender com nossas memórias e trazer para consciência fatos, antes isolados, que fazem parte do conjunto que nós somos.

 

"O ser vivo não resolve os seus problemas adaptando-se, ou seja, modificando a sua relação com o meio, mas sim modificando-se a si próprio, inventando estruturas interiores novas, introduzindo-se completamente na axiomática dos problemas vitais” (G. Simon Don, 1964, p. 9).

 

 

Resistência da Memória


Leitura de imagem a resistência da memória

 


 

 “A memória é a mente. Por isso, os desmemoriados são denominados sem mente.
A alma vivifica o corpo; o ânimo exerce a vontade;
Quando o conhecimento existe, é mente;
Quando recorda, é memória; quando julga o reto, é razão;
Quando espira, é espírito; quando sente, é sentido.”
Isidoro de Sevilha (c. 560-636), Etimologias, XI, 1, 13.

 

Conforme solicitado pelo professor Mácio, fizemos uma análise sobre a pintura de Salvador Dali, onde pudemos refletir sobre o que víamos na obra. Todos concordamos que a figura do relógio se derretendo e o vazio da pintura refletia um homem sem memória, pois não havia o tempo.

Nesta linha de raciocínio trazemos o tempo caminhando lado a lado com as memórias que vamos construindo ao longo dele, se não há tempo, não há memória e nem reflexão sobre a vida que se teve. Todo sujeito deve ter sua autobiografia e com isto se faz necessário o resgate de suas lembranças e a tomada delas como aprendizagem para o futuro, colocamos então tudo isto como de fundamental importância para uma alta análise sobre si (o sujeito).